sábado, 7 de fevereiro de 2026

SOBRE AS ÚLTIMAS QUATRO COISAS (XII)

   

PARTE II - O JUÍZO FINAL

VII. Sobre como Cristo assumirá o seu Lugar no Tribunal

Preste atenção, ó leitor, ao que está por vir, e não imagine que isso não lhe diz respeito. Você certamente testemunhará tudo isso um dia com os seus próprios olhos e tudo será mil vezes mais terrível do que minha pena pode descrever. Quando Cristo, em sua carruagem de fogo, chegar ao Monte das Oliveiras, Ele permanecerá no ar, a uma altura tal que possa ser visto claramente por todos os homens, até que os Anjos tenham preparado o trono do julgamento.

O profeta Daniel descreve assim a cena: 'Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente. Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos (Dn 7,9 - 10).

Mas Cristo não julgará sozinho; os doze apóstolos estarão com Ele, de acordo com a promessa que Ele lhes fez: 'Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua majestade, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel' (Mt 19,28). Quem pode dar uma ideia da magnificência do trono de Cristo? É indescritível.

Lemos que o rei Salomão mandou construir um trono maravilhosamente belo em marfim, ricamente adornado com ouro e pedras preciosas. Este trono era tão magnífico que o escritor inspirado diz que em nenhum reino do mundo se tinha feito tal obra. Se o trono do rei Salomão era feito de materiais tão caros e trabalhado com tanta habilidade, qual será o esplendor do trono do Rei dos reis, no qual Ele se assentará em sua majestade para julgar o mundo inteiro! Nosso Senhor fala desse trono de julgamento como um trono de grande esplendor, quando diz: ''Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, Ele se sentará no seu trono glorioso'' (Mt 25, 31).

Alguma ideia da aparência desse trono pode ser obtida a partir das palavras que acabamos de citar do profeta Daniel, e também desta descrição dada por São João: 'Um halo, semelhante à esmeralda, nimbava o trono... Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus' (Ap 4,3.5). Tais são as imagens com que a Sagrada Escritura retrata o tribunal de Cristo. Quem, entre toda a humanidade, ousaria levantar os olhos para este trono de fogo? Não será ele mais deslumbrante do que os relâmpagos e os halos de fogo de uma tempestade?

O Juiz Divino sentar-se-á neste trono e o seu semblante grave será visível aos homens e aos Anjos. Todos os seres criados tremerão com reverência e admiração. São João declara isto no Apocalipse: 'Vi um grande trono branco e Aquele que nele se assentava, de cuja face a terra e o céu fugiram, e não se achou lugar para eles' (Ap 20,11). Nestas palavras, o profeta do Novo Testamento parece indicar que os céus e a terra não serão capazes de suportar o olhar do seu Juiz; que todos os seres racionais, tanto anjos como homens, tremerão ao ver o seu semblante severo.

Que os anjos também temerão e tremerão é afirmado por Santo Agostinho, na seguinte passagem de seus escritos: 'Quando Nosso Senhor diz que os poderes do céu serão abalados, Ele se refere aos anjos; pois tão terrível será o julgamento que os anjos não estarão isentos do medo; eles também tremerão e terão medo. Pois, assim como quando um juiz se senta em julgamento, seu semblante grave não apenas causa terror nos culpados diante dele, mas também intimida os oficiais que estão ao seu redor, assim também, quando toda a humanidade for levada a julgamento, os ministros celestiais compartilharão do horror e do alarme universais'. São João Crisóstomo corrobora essa afirmação quando diz: 'Todos ficarão então cheios de espanto, apreensão e terror, e até mesmo os anjos ficarão com muito medo'. Muitos outros Padres da Igreja e comentaristas das Sagradas Escrituras expressam uma opinião semelhante.

Agora, se, de acordo com a opinião de homens sábios e santos, nem mesmo os anjos estarão isentos de medo no Dia do Juízo Final, quanto mais motivo terão os santos para temer, uma vez que deverão comparecer perante o tribunal de Cristo e prestar contas rigorosas de todas as suas ações. Sim, é inequivocamente evidente, a partir do que São João diz no Apocalipse, que os santos abençoados são tomados por temor e tremor. Ele descreve como Cristo lhe apareceu e o efeito que isso teve sobre ele. 'Quando o vi, caí a seus pés como morto. E ele colocou sua mão direita sobre mim, dizendo: Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último' (Ap 1,17). 

Se o amado apóstolo ficou tão impressionado ao ver seu querido Mestre e Senhor, que viera para consolá-lo e não para julgá-lo, que caiu a seus pés como morto e não conseguiu reunir coragem para se levantar até que Cristo lhe falasse da maneira mais gentil e reconfortante, pode-se supor como os santos não ficarão aterrorizados no Dia do Juízo Final, quando contemplarem Cristo em sua majestade terrível e forem chamados a prestar contas a Ele de toda a sua vida? E, ó pobre pecador, como será então contigo e com todos os réprobos, se até mesmo os anjos e os santos tremem com a vinda do Juiz? Não há palavras que possam expressar o terror e o desânimo dos espíritos malignos e dos pecadores impenitentes, quando contemplarem o seu Divino Juiz no trono da sua majestade e souberem que Ele os julgará rigorosamente e os condenará ao inferno por toda a eternidade.

Para dar uma ideia do terrível medo e alarme dos anjos caídos e dos pecadores infelizes, ouçamos o que a Sagrada Escritura diz a respeito da aparência assustadora do Juiz e da grandeza de sua ira, no primeiro capítulo do Apocalipse, onde São João nos diz: 'Vi o Filho do homem vestido com uma veste que chegava até os pés e cingida ao peito com um cinto de ouro. Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã branca e como a neve, e seus olhos eram como chama de fogo, e seus pés como bronze refinado, como em fornalha ardente. E sua voz era como o som de muitas águas. E da sua boca saía uma espada afiada de dois gumes, e seu rosto era como o sol brilhando em seu poder (Ap 1,13-16). Sobre a sua cabeça havia muitas diademas... Ele estava vestido com uma veste salpicada de sangue... Ele pisa o lagar do vinho da ira do Deus Todo-Poderoso, e traz escrito em sua vestimenta e em sua coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19,12-13.15-16).

Medite sobre estas palavras maravilhosas, ó cristão, e imagine seu futuro Juiz em cores vivas. Como sua aparência majestosa poderia ser descrita de forma mais vigorosa do que nas palavras que acabamos de citar? Qual deve ser o esplendor daquele rosto que se diz brilhar como o sol no seu meridiano! Qual deve ser o brilho daqueles olhos que resplandecem com santo fervor como chamas de fogo! Qual a força daquela voz que tem o som de um volume de águas! Qual deve ser a agudeza daquela língua que corta como uma espada de dois gumes! Que cabeça gloriosa deve ser aquela adornada com muitas diademas preciosas! Quão terrível deve ser aquela vestimenta salpicada de sangue! E quão digno é aquele nome real: Rei dos reis e Senhor dos senhores! Quão assustados ficaremos todos, que medo e tristeza nos dominarão quando nosso Juiz nos olhar! E imagine quais serão os sentimentos dos condenados, quando contemplarem o Juiz de todas as suas más ações; como eles se encolherão e tremerão sob o seu olhar na hora da sua justa ira!

Talvez tenhamos uma melhor concepção do que é a ira de Deus, se ouvirmos o que o profeta Isaías diz a respeito disso: 'Eis que o nome do Senhor vem de longe, sua ira arde e é pesada de suportar; seus lábios estão cheios de indignação, e sua língua como um fogo devorador; seu sopro como uma torrente transbordando até o meio do pescoço, para destruir as nações até que não reste nada' (Is 30, 27-28). Estas são, na verdade, palavras terríveis. Não indicam elas claramente com que grande ira Cristo se manifestará ao mundo? Bem podem todos os infelizes pecadores ficar dominados pelo terror, pelo desânimo e pela angústia; bem podem clamar às montanhas que caiam sobre eles e às colinas que os cubram. Agora, quando o Juiz estiver sentado no trono de sua majestade, todos os que estiverem reunidos no vale de Josafá, anjos e demônios, os redimidos e os perdidos, terão que adorar a Cristo, como diz São Paulo: 'Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo. Pois está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus' (Rm 14, 10 -11).

Que cena solene e sublime será então encenada, ó meu Deus, quando todos os milhões e milhares de milhões de anjos, juntamente com os bem-aventurados, em forma visível, se prostrarão no chão, e os espíritos malignos com suas vítimas infelizes, e todos os condenados, serão forçados contra sua vontade a adorar Cristo e reconhecê-lo como seu Deus e Juiz! Essas criaturas miseráveis cairão de joelhos e inclinarão suas cabeças até o chão, sem ousar levantar os olhos, para não encontrarem o olhar irado de seu Juiz. Elas lamentarão e chorarão, cheias de consternação e desânimo indescritíveis. Com alegria, elas gostariam que a terra se abrisse e as engolisse; mais ainda, se fosse possível, elas se lançariam em um abismo sem fundo, em vez de sofrer tal humilhação. Pare e considere, ó pecador, quais seriam seus sentimentos se você estivesse entre essas almas perdidas; você ficaria oprimido pela tristeza e angústia.

São Vicente relata que um jovem de vida dissoluta sonhou certa vez que estava sendo julgado diante do tribunal de Deus e obrigado a prestar contas de sua vida mal empregada. Seu terror foi tão grande que seus cabelos ficaram completamente brancos. Se os terrores do Juízo Final vividos apenas em um sonho foram suficientes para mudar a cor dos cabelos daquele jovem, qual será, em sua opinião, o efeito que eles produzirão em você e em mim, quando estivermos presentes, não em um sonho, mas na realidade, no Juízo Final, e com nossos olhos físicos contemplarmos nosso Juiz em toda a sua santa indignação?

ORAÇÃO

Ó Juiz de infinita justiça, olhai para mim, eu vos imploro, do vosso trono no Céu, um pobre pecador, e por causa da vossa infinita compaixão, sede misericordioso comigo no dia do julgamento final. Sei que não seria capaz de resistir naquele dia terrível e que, pela vossa justa sentença, seria punido com a condenação eterna. No entanto, sei também que se um pecador implora a vossa misericórdia no tempo da graça, esta não lhe será negada. Portanto, eu vos imploro com profunda humildade e contrição, por meio da vossa amarga Paixão, que perdoeis os meus pecados e me concedeis uma sentença clemente no Dia do Juízo Final. Amém.

(Excertos da obra 'The Four Last Things - Death, Judgment, Hell and Heaven', do Pe. Martin Von Cochem, 1899; tradução do autor do blog)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

SOBRE A HERESIA 'EVANGÉLICA'

Quem chamar hereges de evangélicos deve morder a língua para que o diabo não se alegre com o fato de os inimigos do Evangelho e da Cruz de Cristo usarem um nome contrário às suas obras; pois os hereges devem ser chamados pelo nome, de modo que é horrível até mesmo nomear aqueles que o são e que encobrem o veneno mortal que destilam com o véu de um remédio que os curaria...'
(Santo Inácio de Loyola)

A primeira característica da heresia anti-litúrgica é o ódio pela Tradição nas fórmulas do culto divino. Não se pode negar esta característica especial em todos os hereges, desde Vigilâncio até Calvino, e a razão é fácil de se explicar. Todo sectário, querendo introduzir uma nova doutrina, encontra-se inevitavelmente na presença da Liturgia, que é a tradição em seu mais alto poder, e não consegue encontrar repouso até ter feito calar esta voz, até estarem rasgadas as páginas que contêm a fé dos séculos passados. Com efeito, como se estabeleceram e se mantiveram em meio às massas o luteranismo, o calvinismo e o anglicanismo? Tudo se consumou através da substituição dos livros e fórmulas antigos por livros e fórmulas novos.
(P. Guéranger)

Ninguém pode, mesmo que o queira, submeter-se a Cristo e estar em comunhão com a Igreja Celeste, se não se submete ao pontífice, e não está em comunhão com a Igreja Militante. Com efeito, diz Cristo: 'O que vos ouve, a mim ouve' (Lc 10,16). Ademais, assim como Cristo é a suma cabeça, quanto ao influxo interior (pois ele mesmo influi em seus membros sentido e movimento, isto é, a fé e a caridade), assim o papa é a suma cabeça na Igreja Militante, quanto ao influxo exterior da doutrina da fé e dos sacramentos. Também a Igreja Triunfante está unida à Igreja Militante e, na verdade, elas são uma só; portanto, ninguém pode querer separar-se de uma sem que se separe da outra.
(São Roberto Belarmino)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XX)

        

XX. Pecados veniais contra o sexto mandamento

Não pecarás contra a castidade

☀ não disciplinar o sentido da visão em relação à forma inadequada de olhar para outras pessoas
☀ deixar que o coração se desvie do cônjuge
☀ vestir-se de forma imodesta ou provocativa
☀ agir ou comportar-se de forma escandalosa
☀ tratar os outros como meros objetos
☀ não respeitar as pessoas do sexo oposto
☀ buscar atenção indevida de outra pessoa
☀ exercer atos de egoísmo na intimidade conjugal
☀ rejeitar ao dom da vida (procriação) sem justo motivo
☀ viver em más companhias

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A IGREJA É ÚNICA COMO A VERDADE

A Igreja, espalhada por todo o mundo até aos confins da terra, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos, a fé num único Deus Pai todo-poderoso, que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm; e num único Jesus Cristo, Filho de Deus, que se encarnou para a nossa salvação; e no Espírito Santo, que pelos profetas anunciou os planos de Deus, a vinda de Cristo, seu nascimento da Virgem, sua paixão, sua ressurreição dentre os mortos, sua ascensão corporal aos céus, sua vinda dos céus, na glória do Pai, para recapitular todas as coisas e ressuscitar toda a linhagem humana, a fim de que diante de Cristo Jesus, nosso Senhor, Deus e Salvador e Rei, pela vontade do Pai invisível, todo joelho se dobre no céu, na terra, no abismo, e toda língua proclame aquele que fará justo julgamento em todas as coisas.

A Igreja, então, disseminada, como dissemos, por todo o mundo, guarda diligentemente a pregação e a fé recebida, habitando como em uma única casa; e sua fé é igual em todos os lugares, como se tivesse uma única alma e um único coração, e tudo o que prega, ensina e transmite, faz em uníssono, como se tivesse uma única boca. Pois, embora existam muitas línguas diferentes no mundo, o conteúdo da tradição é único e idêntico para todos.

As Igrejas da Alemanha acreditam e transmitem o mesmo que as outras dos ibéricos ou dos celtas, do Oriente, do Egito ou da Líbia ou do centro do mundo. Assim como o sol, criatura de Deus, é um e o mesmo em todo o mundo, também a pregação da verdade resplandece por toda parte e ilumina todos aqueles que querem chegar ao conhecimento da verdade.

Nas Igrejas, os bons oradores, entre os líderes da comunidade, pois ninguém está acima do Mestre, não dirão coisas diferentes, nem a escassa oratória de outros enfraquecerá a força da tradição, pois sendo a fé uma e a mesma, nem a amplia quem fala muito nem a diminui quem dela fala pouco.

(Excertos da obra 'Contra as Heresias', de Santo Irineu de Lyon)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XIX)

       

XIX. Pecados veniais contra o quinto mandamento

Não Matarás

☀ manifestar atos de orgulho ou de arrogância
☀ praticar atos de vaidade
☀ manifestar teimosia sem motivo válido
☀ praticar grosseria
☀ não ser capaz de pedir desculpas
☀ brigar ou discutir por motivos insignificantes
☀ manifestar raiva
☀ praticar gestos obscenos ou vulgares
☀ manifestar alguma forma de preconceito
☀ guardar rancor
☀ buscar vingança ou retaliação
☀ desejar o mal ao próximo
☀ praticar atos de egoísmo
☀ ouvir música anti-religiosa ou moralmente indequada
☀ assistir televisão em excesso
☀ jogar jogos eletrônicos em excesso
☀ utilizar a internet [ou o celular] em excesso
☀ assistir programas de TV ou filmes que promovam sexo ou violência
☀ jogar jogos que promovam sexo ou violência
☀ recusar-se a perdoar outra pessoa
☀ praticar atos de intemperança (comer ou beber em excesso)
☀ dirigir de forma imprudente
☀ descuidar da própria saúde
☀ abusar do uso de medicamentos
☀ praticar atos de preguiça
☀ adiar ou postergar tarefas ou funções
☀ faltar com a pontualidade
☀ não respeitar a dignidade própria ou alheia
☀ causar escândalo a outra pessoa
☀ tratar outra pessoa injustamente
☀ não tomar medicamentos, se necessários
☀ fazer coisas deliberadamente para irritar os outros
☀ cancelar ou romper amizades sem motivo sério
☀ não rezar pelos pais ou parentes falecidos
☀ deixar de falar ou de interagir deliberadamente com outra pessoa

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

OS OITO GRAUS OU VÍCIOS DO ORGULHO

'o orgulho é a mãe de todos os vícios' (Ecl 10,15)

1. Gabar-se do que se tem, como se não o tivesse recebido de Deus ou do que não se tem, ou de coisas que merecem reprovação; e isso se chama arrogância.

2. Desejar ser visto pelos homens para ser elogiado e se alegrar em agradá-los ou em ser estimado por eles; e isso é vaidade.

3. Elogiar a si mesmo, vendendo-se por aquilo que não se é, ou engrandecendo aquilo que se é, e revelando desnecessariamente aquilo sobre o qual se deveria manter silêncio; e isso é vanglória.

4. Ter um desejo desmedido por posições e dignidades; isso é ambição.

5. Empreender tarefas que excedem a própria força e capacidade, o que se chama presunção.

6. Fingir ser algo que não se é ou praticar boas ações na presença de outros somente para ser estimado; isso é hipocrisia.

7. Ser teimoso em seu próprio julgamento e preferir a sua própria opinião à dos outros, não querendo ceder a ninguém; isso é obstinação.

8. Tratar com soberba ou desdém as outras pessoas, tanto seus iguais quanto os seus superiores; isso é desprezo.

(Excertos da obra 'Manual de Piedosas Meditações', autor anônimo, Barcelona)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XVIII)

      

XVIII. Pecados veniais contra o quarto mandamento

Honrar pai e mãe

☀ brigar com os irmãos
☀ desobedecer aos pais ou às autoridades
☀ não respeitar devidamente os pais ou as autoridades
☀ tratar com desrespeito aqueles que estão sob sua autoridade
☀ não respeitar a dignidade das crianças
☀ falar mal dos pais
☀ falar mal dos filhos
☀ falar mal do cônjuge
☀ negligenciar os deveres para com o cônjuge ou os filhos
☀ não ser um bom exemplo para a família
☀ não valorizar o cônjuge
☀ zombar ou não ajudar idosos ou deficientes
☀ não ensinar adequadamente as crianças sobre Deus e a vida espiritual
☀ faltar com a gratidão para com os pais
☀ criticar ou expor indevidamente o cônjuge ou os filhos
☀ tratar os filhos adultos como crianças
☀ interferir nos assuntos dos filhos casados
☀ ser muito permissivo com regras, limites e disciplina
☀ ser muito rigoroso com regras, limites e disciplina
☀ infringir leis civis justas sem motivo grave
☀ ter vergonha ou sentir-se envergonhado dos pais

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)