quarta-feira, 13 de maio de 2026

109 ANOS DE FÁTIMA

Fátima é o acontecimento sobrenatural mais extraordinário de Nossa Senhora e a mais profética das aparições modernas (que incluíram a visão do inferno, 'terceiro segredo', consagração aos Primeiros Cinco Sábados, orações ensinadas por Nossa Senhora às crianças, consagração da Rússia, milagre do sol e as aparições do Anjo de Portugal), constituindo a proclamação definitiva das mensagens prévias dadas pela Mãe de Deus em Lourdes e La Salette. Por Fátima, o mundo poderá chegar à plena restauração da fé e da vida em Deus, conformando o paraíso na terra. Por Fátima, a humanidade será redimida e salva, pelo triunfo do Coração Imaculado de Maria. Se os homens esquecerem as glórias de Maria em Fátima e os tesouros da graça, serão também esquecidos por Deus.

'por fim, o meu Imaculado Coração triunfará'


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FÁTIMA EM 100 FATOS E FOTOS

ORAÇÕES DO ANJO DE PORTUGAL

(figura original captada em https://sicutoves.blogspot.com)

terça-feira, 12 de maio de 2026

'O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE'

'Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor' (Rm 6,230

Uma característica comum aos santos da Igreja é uma percepção confortadora de uma experiência prévia do Céu já aqui nesta vida. Não se trata ainda da visão plena e eterna prometida aos bem-aventurados, mas de uma antecipação das primícias eternas, algo como a contenplação suave dos primeiros raios do amanhecer antes do esplendor de uma bela manhã radiante de sol.

Assim, na oração, na vida cotidiana, no recolhimento interior, cada instante de verdadeira paz, cada experiência profunda de amor, cada encontro sincero com Deus já pertence, de algum modo, à eternidade. Quando a alma se despoja de si no encontro com Deus, experimenta, no influxo do amor divino, a graça de viver aqui na terra um arrimo de promessa das bem aventuranças eternas.

Do mesmo modo - em confrontação diametral - os estertores do inferno se reproduzem como fungos diabólicos no coração dos homens destinados à perdição eterna, arautos de um ódio mortal, indescritível e recorrente contra tudo que norteia e sempre moldou a civilização cristã. Inventem-se os ressignificados, mascarem-se as narrativas, sucateiem a verdade com especulações grotescas e doentias, mas tudo se resume e se impõe em nome do ódio que antecipa o próprio inferno. Não adianta tratativas, argumentos ou furiosas contestações: o coração humano é entojado na miséria dos instintos; a alma é assombrada e submersa num turbilhão de iniquidades, contra tudo e contra todos que se levantam em nome de valores cristãos, morais e religiosos.

Estamos afundados num mar de lama porque o ódio e a iniquidade que aí estão e nos vitimizam são as meras sementes ensandecidas do que há de se colher como joio e espinheiros nas vinhas da eternidade. Se não fosse assim, o inferno seria uma ficção ou estaria irremediavelmente vazio. Esse desvario e esse padrão de insensatez e loucura, que nos rodeiam, demonstram algo absolutamente oposto e terrível, e que apenas preanunciam o veredito das Escrituras de que 'o salário do pecado é a morte' (Rm 6,23). É preciso ter isso em mente, impõe-se subtrair-se desse jogo perverso, é mais do que nunca necessário entender que a nossa vida é simplesmente uma antecipação da vida futura porque 'o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor' (Rm 6,3).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

OS DEZ MANDAMENTOS DAS PRÁTICAS DA HUMILDADE

I

Abre os olhos da tua alma e pensa que nada tens para te mover a alguma estima de ti. De teu só tens o pecado, a debilidade, a fraqueza; e quanto aos dons da natureza e da graça que estão em ti, assim como os recebeste de Deus, que é o princípio de todo ser, assim só a Ele deves dar glória.

II

Concebe por isso um profundo sentimento do teu nada, e fá-lo crescer constantemente no teu coração, apesar do orgulho que existe em ti. Intimamente, persuade-te de que não há no mundo coisa mais vã e ridícula que o desejo de ser estimado por alguns dons que recebemos da gratuita liberalidade do Criador, pois, como diz o Apóstolo, se os recebeste, por que te glorias como se fossem teus, e não os tivesses recebido? (1Cor 4,7).

III

Pensa frequentemente na tua fraqueza, na tua cegueira, na tua vileza, na tua dureza de coração, na tua inconstância, na tua sensualidade, na tua insensibilidade para com Deus, no teu apego às criaturas e em tantas outras viciosas inclinações que nascem da tua natureza corrompida. Sirva-te isto de grande motivo para te espantares continuamente no teu nada, e seres aos teus olhos o menor e o mais vil de todos.

IV

A memória dos pecados da tua vida passada esteja sempre impressa no teu espírito. Nenhuma outra coisa consideres tão abominável como o pecado da soberba, o qual, posto em comparação, vence qualquer outro, tanto sobre a terra como no inferno: este foi o pecado que fez prevaricar os anjos no Céu e os precipitou nos abismos; este foi o que corrompeu todo o gênero humano, e que fez cair sobre a terra aquela infinita multidão de males, que durarão enquanto durar o mundo, ou, melhor dizendo, durarão toda a eternidade.

Ademais, uma alma maculada pelo pecado só é digna de ódio, de desprezo e de suplícios; vê, portanto, que estima podes fazer de ti mesmo, depois de tantos pecados dos quais te tornaste culpado.

V

Considera também que não há delito, por enorme e detestável que seja, ao qual não se incline a tua natureza corrompida, e do qual não possas fazer-te réu; e que só pela misericórdia de Deus e pelo socorro das suas divinas graças foste dele livre até hoje, segundo aquela sentença de Santo Agostinho: 'Não haveria pecado no mundo que o homem não cometesse, se a mão que fez o homem deixasse de sustentá-lo (Arl. C. 15). Chora eternamente esse deplorável estado e toma a firme resolução de te incluíres entre os mais indignos pecadores.

VI

Pensa frequentemente que cedo ou tarde vais morrer e que o teu corpo apodrecerá numa fossa; tem sempre diante dos olhos o inexorável tribunal de Jesus Cristo, onde todos necessariamente devem comparecer; medita nas eternas penas do inferno preparadas para os maus, e principalmente para os imitadores de Satanás, que são os soberbos. Considera sinceramente que, por esse véu impenetrável que esconde aos olhos mortais os juízos divinos, estás na incerteza de pertencer ou não ao número dos réprobos, que eternamente, em companhia dos demônios, serão remetidos para aquele lugar de tormentos, para serem vítimas eternas de um fogo aceso pela ira divina. Esta incerteza deve bastar por si só para conservar-te numa extrema humildade e para inspirar-te o mais salutar temor.

VII

Não te iludas pensando que poderás conseguir a humildade sem aquelas práticas que a ela estão ligadas, como os atos de mansidão, de paciência, de obediência, de ódio contra ti, de renúncia ao teu sentimento e às tuas opiniões, de arrependimento dos teus pecados e outros atos semelhantes, porque somente estas armas poderão vencer em ti o reino do amor-próprio, aquele abominável terreno onde brotam todos os vícios, onde se aninham e crescem desmedidamente o teu orgulho e a tua presunção.

VIII

Tanto quanto possível, observa o silêncio e o recolhimento, desde que isso não cause prejuízo a outrem, e, quando fores obrigado a falar, fala sempre com gravidade, com modéstia e simplicidade. E se por acaso não fores ouvido, seja por desprezo ou por qualquer outra causa, não te mostres ressentido, mas aceita essa humilhação e sofre-a com resignação e tranquilidade.

IX

Com todo o cuidado e atenção, evita proferir palavras atrevidas, orgulhosas e que indiquem pretensão de superioridade, como também qualquer frase estudada e toda a sorte de gracejos frívolos; cala sempre tudo aquilo que puder fazer com que te considerem uma pessoa de espírito e digna da estima dos outros. Nunca fales de ti sem justo motivo e nada digas que possa granjear-te honra e louvor.

X

Cuida-te de não mortificar e ferir a outrem com palavras e sarcasmos; foge de tudo o que lembra o espírito mundano. Fala pouco das coisas espirituais e não o faças em tom magistral e à maneira de repreensão, a não ser que a isso sejas obrigado pelo teu cargo ou pela caridade: contenta-te com interrogar os que delas entendem e que sabes que te podem dar conselhos oportunos; porque o querer fazer-se de mestre sem necessidade é acrescentar lenha ao fogo da nossa alma, que se consome em fumaça de soberba.
(Papa Leão XIII)

domingo, 10 de maio de 2026

EVANGELHO DO DOMINGO

        

'Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!' (Sl 65)

Primeira Leitura (At 8,5-8.14-17) - Segunda Leitura (1Pd 3,15-18) - Evangelho (Jo 14,15-21)

  10/05/2026 - SEXTO DOMINGO DA PÁSCOA 

'NÃO VOS DEIXAREI ÓRFÃOS, EU VIREI A VÓS'


A liturgia deste Sexto Domingo da Páscoa é centrada na ação santificadora do Espírito Santo, nas almas e na vida da Igreja, como primícias da Festa de Pentecostes que se aproxima. A graça santificante, que nos torna filhos adotivos de Deus, nos é atribuída pela apropriação do Divino Espírito Santo, na chamada 'inabitação trinitária', que procede e se faz na encarnação do próprio Deus, Uno e Trino, em nossas almas.

Estamos inseridos no contexto dos capítulos do Evangelho de São João, que integram o chamado 'testamento espiritual' de Cristo, que reproduzem o longo discurso feito por Jesus aos seus discípulos, logo após o banquete pascal, e no qual o Senhor expõe e revela, de forma abrangente e maravilhosa, a síntese e a essência dos seus ensinamentos e da sua doutrina. Doutrina que se resume no amor sem medidas, no chamado a viver plenamente a presença de Jesus Ressuscitado em nossas vidas, como testemunhas da fé e da fidelidade aos seus mandamentos: 'Se me amais, guardareis os meus mandamentos' (Jo 14,15).

Eis aí o legado de Jesus aos seus discípulos: a graça e a salvação são frutos do amor, que é manifestado em plenitude, no despojamento do eu e na estrita submissão à vontade do Pai: 'Amai ao Senhor vosso Deus com todo vosso coração, com toda vossa alma e com todo vosso espírito. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos' (Mt 22,37-38). A graça nasce, manifesta-se e se alimenta do nosso amor a Deus, pois 'quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele' (Jo 14,21). Nos mistérios insondáveis de Deus, somos transformados no batismo, pela infusão do Espírito Santo em nossas almas, em tabernáculos da Santíssima Trindade, moradas provisórias do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como sementes da glória antecipada das moradas eternas na Casa do Pai.

A presença permanente da Santíssima Trindade em nossas vidas vem por meio da manifestação do Espírito Santo, o Defensor, o Paráclito, conforme as palavras de Jesus: 'Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós' (Jo 14,18) e ainda 'eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco' (Jo 14,16). Como templos do Espírito Santo e tabernáculos da Santíssima Trindade, somos moldados como obras de Deus para viver em plenitude o Espírito da Verdade. Sob a ação do Espírito Santo, podemos, então, trilhar livremente o caminho da santificação, até os limites de um despojamento absoluto do próprio ser para a plena manifestação da glória de Deus em nós.

sábado, 9 de maio de 2026

ORAÇÕES DE MÃES (III)

ORAÇÃO DE UMA MÃE GRÁVIDA


Deus Todo-Poderoso e misericordioso, criador e mantenedor de todas as coisas, Vós que, segundo os desígnios da vossa sabedoria e bondade, abençoastes a minha união matrimonial, quantos motivos tenho agora para vos agradecer por ser digna de cooperar na realização da vossa obra de criação, na abertura à vida deste filho que ora trago no ventre, destinado a glorificar o vosso santo nome para sempre!

Que eu possa compreender bem o meu papel e cumpri-lo! Abençoai-me, ó meu Deus, e abençoai o meu filho, a quem vos consagro. Ele é meu e vosso! Guardai este precioso fruto da minha maternidade sob a vossa proteção e ajudai-me a evitar tudo o que possa fazê-lo afastar de Vós. Guardai-me contra as más inclinações e desejos desmedidos; contra a ira e a indignação; contra a vaidade e contra tudo o que é pecaminoso e desagradável aos vossos olhos. Inspirai meu coração com sentimentos de verdadeira piedade e orientai todas as minhas inclinações para o que é bom e agradável a Vós, para que, desde já, o coração do filho que trago no meu ventre seja sempre moldado para o que seja verdadeiramente bom e perfeito.

Ó meu Deus, sede minha proteção e defesa na gestação e no parto do meu filho. Dai-me a graça de participar ativa e humildemente da vossa obra da criação e concedei que eu possa um dia louvar o vosso santo nome com justa alegria por ter acolhido a missão do nascimento dos vossos filhos neste mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

ORAÇÕES DE MÃES (II)

ORAÇÃO DE UMA MÃE PELO ESPOSO


Ó Pai celestial! Vós confiastes meus filhos não apenas a mim, mas também ao meu esposo. A verdadeira educação de nossos filhos só pode ser alcançada, portanto, quando ambos nos empenhamos sincera e fervorosamente em cumprir nossos deveres para com eles. Concedei, pois, ó Senhor, também ao meu marido a graça de ver e compreender a santidade e a importância de sua vocação como pai; exorta-o a ser zeloso no cumprimento perfeito dessa vocação. 

E, que, acima de tudo, ele possa preceder nossos filhos com o exemplo de uma vida verdadeiramente cristã! Ó Deus, concedei a vossa graça, para que ele lute com fervor contra os seus defeitos e os vença. Que ele nunca se esqueça de Vós em meio às distrações da vida cotidiana, nem pereça nos muitos perigos que o cercam! Inspirai-o com sentimentos vivos de fé, esperança e caridade; dai-lhe zelo pela oração e pelo culto divino e por todos os exercícios e práticas de um cristão católico. Fazei dele um pai verdadeiramente amoroso e santo para com os nossos filhos. Amém.